

Você ou um ente querido foi diagnosticado com uma doença grave que requer o uso do Imatinibe (Glivec)?
A notícia do diagnóstico já é um impacto significativo, e a preocupação em garantir o tratamento adequado, especialmente um medicamento de alto custo como o Imatinibe, pode gerar ainda mais angústia.
Infelizmente, muitos pacientes enfrentam negativas por parte dos planos de saúde e até mesmo dificuldades no acesso através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Neste artigo completo e atualizado, exploraremos seus direitos, as bases legais para garantir o acesso ao Imatinibe e os passos práticos que você pode tomar para assegurar o tratamento que necessita.
Entender a complexidade do acesso a medicamentos de alto custo é crucial. De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), as negativas de cobertura de medicamentos aumentaram significativamente nos últimos anos, com um pico notável durante a pandemia de COVID-19 . Essa realidade impacta diretamente pacientes que dependem de tratamentos como o Imatinibe para ter qualidade de vida e, em muitos casos, sobreviver.
O Imatinibe, comercialmente conhecido como Glivec, é um medicamento de terapia alvo revolucionário, essencial no tratamento de diversas condições, principalmente leucemia mieloide crônica (LMC) e tumores estromais gastrointestinais (GIST).
Ele atua inibindo uma proteína específica produzida pelas células cancerosas, impedindo seu crescimento e propagação.
Para pacientes com LMC, por exemplo, o Imatinibe transformou o prognóstico da doença, convertendo-a de uma condição fatal para uma doença crônica controlável com tratamento contínuo. Estudos recentes, como um publicado no “Journal of Clinical Oncology” em 2021, demonstraram que a sobrevida em longo prazo de pacientes com LMC em uso de Imatinibe é significativamente alta, alcançando taxas de sobrevivência de 80-90% em 10 anos.
Analogia: Imagine que as células cancerosas são uma fábrica descontrolada produzindo sem parar. O Imatinibe age como um interruptor que desliga essa produção excessiva, permitindo que o corpo volte a um estado de equilíbrio.

Apesar da sua eficácia comprovada, o acesso ao Imatinibe nem sempre é simples. As principais razões para a negativa incluem:
Não inclusão no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS: Planos de saúde frequentemente alegam que, por não constar no rol da ANS, a cobertura não é obrigatória. No entanto, essa alegação tem sido reiteradamente derrubada pela Justiça quando acompanhados de um bom advogado que confeccionou uma ação sólida.
Alto custo do medicamento: O Imatinibe é um medicamento de alto custo, o que pode levar planos de saúde e o próprio SUS a tentarem evitar ou postergar seu fornecimento.
Interpretações restritivas da lei: Alguns planos de saúde interpretam a legislação de forma restritiva, buscando brechas para negar a cobertura.
Burocracia e demora: No SUS, a burocracia e a demora nos processos de aprovação podem dificultar o acesso rápido ao medicamento.
Nosso Especialista: O Advogado José Guimas afirma que casos como estes são possíveis de serem vencidos na justiça quando conduzidos da maneira correta.
A legislação brasileira é clara quanto à obrigatoriedade de cobertura de medicamentos pelos planos de saúde, especialmente aqueles essenciais para o tratamento de doenças graves. As principais bases legais que garantem seu direito ao Imatinibe são:
Código de Defesa do Consumidor (CDC): Estabelece que as cláusulas contratuais devem ser interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor (paciente). Negar um tratamento essencial é considerado uma prática abusiva.
Lei nº 9.656/98 (Lei dos Planos de Saúde): Define as coberturas mínimas obrigatórias e, embora o rol da ANS seja uma referência, a Justiça tem entendido que ele é exemplificativo e não taxativo.
Jurisprudência dos Tribunais: Há um vasto número de decisões judiciais favoráveis aos pacientes, determinando que os planos de saúde forneçam o Imatinibe, mesmo que não esteja no rol da ANS. Dados do Superior Tribunal de Justiça (STJ) mostram um aumento significativo de casos relacionados à negativa de cobertura de medicamentos nos últimos 5 anos.
Solicite a negativa por escrito: É fundamental ter a negativa documentada, com a justificativa do plano.
Reúna a documentação médica: Tenha em mãos o laudo médico detalhado, a prescrição do Imatinibe e exames que comprovem a necessidade do tratamento.
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O Sistema Único de Saúde (SUS) também tem o dever de fornecer medicamentos essenciais para o tratamento de doenças, incluindo o Imatinibe. O acesso através do SUS geralmente ocorre por meio dos Componentes Especializados da Assistência Farmacêutica (CEAF), também conhecidos como “medicamentos de alto custo”.
Como Acessar o Imatinibe pelo SUS:
Consulta com especialista: O primeiro passo é consultar um médico especialista na rede pública que irá diagnosticar a necessidade do Imatinibe.
Solicitação do medicamento: O médico irá preencher um formulário específico e anexar a documentação necessária (laudos, exames, etc.).
Aprovação na farmácia de alto custo: A solicitação será encaminhada para a farmácia de alto custo da sua região, onde passará por uma avaliação.
Retirada do medicamento: Após a aprovação, o paciente ou seu representante poderá retirar o medicamento na farmácia de alto custo.
Embora o direito ao tratamento pelo SUS seja garantido, a realidade muitas vezes envolve longas filas, burocracia e possível falta do medicamento.
Falta do medicamento: Caso o medicamento não esteja disponível, procure a ouvidoria do SUS e registre a situação. Em casos extremos, é possível buscar auxílio do Ministério Público ou Defensoria Pública.
Demora na aprovação: Acompanhe de perto o processo de aprovação. Se a demora for excessiva, busque orientação jurídica.
Estudo de Caso: Em 2018, a Defensoria Pública da União (DPU) obteve uma decisão judicial que obrigou o SUS a fornecer Imatinibe para um paciente com LMC em Minas Gerais, que aguardava o medicamento há mais de seis meses. Este caso demonstra a importância da atuação jurídica para garantir o acesso ao tratamento.
Com base em dados de pesquisa e nas dúvidas mais frequentes dos pacientes, respondemos às 5 principais perguntas sobre o tema:
O plano de saúde pode negar o Imatinibe se ele não estiver no rol da ANS? Não. A jurisprudência majoritária entende que o rol da ANS é exemplificativo e não taxativo. Se o medicamento é essencial para o tratamento, a cobertura é obrigatória.
O SUS sempre fornece o Imatinibe? Embora seja um direito, a burocracia e a falta do medicamento podem dificultar o acesso. É importante conhecer os processos e buscar ajuda se necessário.
Quanto tempo demora para conseguir o Imatinibe judicialmente? Com uma liminar, o paciente pode conseguir o medicamento em poucos dias (entre em contato conosco imediatamente). O processo completo pode levar mais tempo, mas a liminar garante o tratamento imediato.
Quais documentos são necessários para solicitar o Imatinibe judicialmente? Relatório médico detalhado, prescrição do medicamento, negativa do plano de saúde (se aplicável), comprovante de residência, RG, CPF e carteirinha do plano de saúde (se aplicável).
Existe alguma alternativa ao Imatinibe se o plano ou SUS negarem? Em alguns casos, existem outros medicamentos, mas a decisão sobre a melhor terapia deve ser sempre do médico. A negativa do Imatinibe não significa que não há tratamento disponível, mas sim que o acesso ao tratamento mais indicado está sendo dificultado.
A experiência de pacientes que lutaram pelo acesso ao Imatinibe é fundamental para entender a dimensão do problema. Histórias de sucesso em ações judiciais e relatos de pacientes que conseguiram o tratamento pelo SUS mostram que a persistência e o conhecimento dos direitos são cruciais.
Citação de nosso Advogado Especialista:
“A negativa de medicamentos de alto custo como o Imatinibe é uma batalha constante, mas com a legislação e a jurisprudência a favor do paciente, é possível reverter essa situação. O importante é não desistir e buscar o apoio jurídico adequado“, afirma o Dr. José Guimas, advogada especialista em direito à saúde.
A jornada para garantir o acesso ao Imatinibe pode ser desafiadora, mas é fundamental lembrar que você não está sozinho.
A legislação, a jurisprudência e o apoio de profissionais especializados estão ao seu lado. Conhecer seus direitos, buscar informações e agir de forma proativa são os primeiros passos para garantir o tratamento que você ou seu ente querido necessita para ter qualidade de vida e lutar contra a doença.
Converse imediatamente com um de nossos advogados especializados em Direito à Saúde e reverta sua situação.
José Guimas é um advogado especialista nas áreas da saúde do direito. Isso significa que dedicamos todas nossas energias para entregar solução e tranquilidade àqueles que precisam do nosso apoio.