

O Aflibercepte, comercializado sob o nome Eylia, é um medicamento fundamental no tratamento de doenças oculares graves, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e o edema macular diabético (EMD). No entanto, pacientes frequentemente enfrentam a negativa de cobertura por parte dos planos de saúde.
Se você está passando por essa situação, este artigo, do Dr. José Guimas, advogado especialista em Direito à Saúde, irá ajudá-lo!
O Aflibercepte (Eylia) é um medicamento antiangiogênico. Ele age inibindo o crescimento de novos vasos sanguíneos anormais na retina, que causam danos à visão em doenças como:
Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) – forma úmida: A DMRI é uma das principais causas de perda de visão em pessoas com mais de 50 anos. A forma úmida é caracterizada pelo crescimento de vasos sanguíneos anormais sob a mácula (área central da retina), levando a vazamento de fluidos e sangue, distorção da visão e, eventualmente, perda da visão central.
Edema Macular Diabético (EMD): O EMD é uma complicação do diabetes que afeta a mácula. Ocorre quando os vasos sanguíneos da retina ficam danificados e vazam fluidos, causando inchaço e comprometimento da visão.
Oclusão da Veia Central da Retina (OVCR).
Oclusão de Ramo da Veia Central da Retina (ORVCR).
O Eylia é administrado por meio de injeções intravítreas (dentro do olho). O tratamento ajuda a reduzir o vazamento, retardar a progressão da doença e, em muitos casos, melhorar a visão. A falta de tratamento pode levar à perda irreversível da visão.

Apesar da sua importância, o Aflibercepte (Eylia) é frequentemente negado pelos planos de saúde. As principais justificativas incluem:
Alto Custo: O Eylia é um medicamento de alto custo, o que leva as operadoras a restringirem o acesso para reduzir despesas.
Rol da ANS (Argumento): Os planos de saúde alegam que o medicamento não está no rol de procedimentos e eventos em saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ou que seu uso é off-label (fora das indicações aprovadas na bula). No entanto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já decidiu que o rol da ANS é exemplificativo, e não taxativo.
Uso Off-Label: Mesmo com evidências, se o medicamento não estiver na bula para aquela doença, o plano poderá negar.
A negativa de cobertura do Aflibercepte (Eylia) é ilegal e abusiva. A lei protege os pacientes e garante o acesso a tratamentos essenciais:
Código de Defesa do Consumidor (CDC): O CDC estabelece que os contratos de planos de saúde devem ser interpretados de forma favorável ao consumidor. A negativa de um medicamento essencial, como o Eylia, é uma prática abusiva.
Lei dos Planos de Saúde (Lei nº 9.656/98): Esta lei garante a cobertura de tratamentos para todas as doenças listadas na Classificação Internacional de Doenças (CID). As doenças oculares tratadas com o Eylia estão incluídas na CID.
Jurisprudência: Inúmeras decisões judiciais, em todo o Brasil, determinam que os planos de saúde forneçam o Aflibercepte.
Diante da negativa do plano de saúde, a liminar é a ferramenta jurídica mais eficaz para garantir o acesso rápido ao tratamento.
O que é uma Liminar: É uma decisão judicial provisória e urgente, concedida no início do processo, que obriga o plano de saúde a fornecer imediatamente o medicamento.
Requisitos para a Liminar:
Fumus boni iuris (Probabilidade do Direito): Demonstrar que a negativa é ilegal. Apresentar:
Relatório médico detalhado, justificando a necessidade do Eylia, os riscos da falta de tratamento e a urgência da situação.
Exames que comprovem a doença ocular (tomografia de coerência óptica – OCT, angiografia fluoresceínica, etc.).
Prescrição médica do Aflibercepte (Eylia).
Negativa do plano de saúde por escrito.
Periculum in mora (Perigo da Demora/Urgência): Demonstrar que a demora no tratamento pode causar danos irreversíveis à visão, como a perda permanente da visão central.
Rapidez: A liminar é concedida em caráter de urgência, muitas vezes em poucas horas ou dias.

A negativa do plano de saúde em fornecer o Aflibercepte (Eylia), um medicamento essencial para a saúde ocular, é um momento de grande apreensão.
No entanto, é crucial agir rapidamente e de forma estratégica para garantir seus direitos. O primeiro passo, e talvez o mais importante, é não aceitar passivamente a recusa.
A primeira providência a ser tomada é exigir que o plano de saúde formalize a negativa por escrito. Essa negativa deve conter a justificativa detalhada da recusa, com informações claras sobre os motivos que levaram o plano a negar o medicamento. Esse documento é fundamental para comprovar a negativa e será uma peça-chave em qualquer ação judicial futura.
Paralelamente à obtenção da negativa, é essencial reunir toda a documentação médica relacionada ao seu caso. Isso inclui o relatório médico detalhado e atualizado, que deve justificar a necessidade do Eylia, descrever os riscos da falta de tratamento e a urgência da situação.
Além disso, exames oftalmológicos que comprovem a doença ocular, como a tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiografia fluoresceínica, são indispensáveis. A prescrição médica do Aflibercepte (Eylia), com a dosagem e o tempo de tratamento, também deve ser anexada.
Também é importante ter em mãos a cópia do contrato do plano de saúde, os comprovantes de pagamento das mensalidades (para demonstrar que você está em dia com suas obrigações) e seus documentos pessoais (RG, CPF e comprovante de residência).
Com a negativa e a documentação em mãos, o próximo passo crucial é buscar o auxílio de um advogado especialista em Direito à Saúde. A complexidade da legislação e a necessidade de agir com rapidez e precisão tornam a assessoria jurídica indispensável. Um advogado experiente, como o Dr. José Guimas, poderá analisar seu caso, verificar a legalidade da negativa e definir a melhor estratégia para garantir o acesso ao medicamento.
Em resumo, as etapas após a negativa são:
Obtenção da negativa formal e por escrito.
Reunião de toda documentação médica e contratual.
Busca por um advogado especialista em Direito à Saúde.
Entrada com um pedido de liminar para garantir o acesso rápido.
Ajuizamento de uma ação judicial contra o plano de saúde.
É fundamental que todas as etapas acima sejam conduzidas por um advogado que domina este conhecimento e tem experiência com este tipo de ação. O Dr. Guimas possui conhecimento e experiência com o medicamento, com a lei e com os tribunais.
O Dr. José Guimas é um advogado especialista em Direito à Saúde com vasta experiência em casos de negativa de medicamentos de alto custo, incluindo o Aflibercepte (Eylia). Sua atuação é pautada pela dedicação aos seus clientes e pela busca incessante por justiça. Ele compreende a angústia e a urgência de quem precisa do medicamento para preservar a visão e está preparado para lutar pelos seus direitos.
O Dr. José Guimas oferece um atendimento personalizado e humanizado, dedicando tempo e atenção a cada caso. Ele analisa minuciosamente a documentação, esclarece todas as dúvidas e explica, de forma clara e acessível, as opções disponíveis. Seu compromisso é com a saúde e o bem-estar de seus clientes.
“O plano de saúde pode negar o Eylia alegando que é muito caro?”
O alto custo do medicamento não é justificativa para a negativa. A lei garante o acesso a tratamentos essenciais, e a jurisprudência tem confirmado esse direito. Se há prescrição médica e necessidade comprovada, o plano de saúde deve cobrir o Eylia.
“Quanto tempo leva para conseguir uma liminar para o Eylia?”
O tempo exato pode variar, mas em casos de urgência, como o tratamento de doenças oculares que podem levar à perda da visão, a liminar costuma ser concedida em poucas horas ou dias. A agilidade do Judiciário nesses casos é fundamental para evitar danos irreversíveis.
“O plano de saúde pode recorrer da liminar?”
Sim, o plano de saúde tem o direito de recorrer da decisão liminar. No entanto, o recurso não tem efeito suspensivo na maioria dos casos. Isso significa que o plano de saúde deve cumprir a liminar e fornecer o Eylia imediatamente, mesmo enquanto recorre.
“Preciso pagar pelo Eylia enquanto aguardo a decisão final do processo?”
Não. A liminar, quando concedida, obriga o plano de saúde a custear integralmente o tratamento com Eylia, desde o início. Você não precisará desembolsar nenhum valor enquanto aguarda a decisão final do processo.
Quem tem direito ao Eylia? Todo paciente que tiver indicação médica expressa.
“E se eu não tiver condições financeiras de arcar com um tratamento particular?” O plano de saúde ou, em alguns casos o SUS, deve arcar com os custos.
“O que acontece se o plano descumprir a liminar?” O descumprimento pode acarretar em multas diárias.
Se o seu plano de saúde negou o Aflibercepte (Eylia), não perca tempo. A sua visão está em jogo. Entre em contato com o Dr. José Guimas e agende uma consulta. Ele analisará seu caso e lutará pelos seus direitos.
José Guimas é um advogado especialista nas áreas da saúde do direito. Isso significa que dedicamos todas nossas energias para entregar solução e tranquilidade àqueles que precisam do nosso apoio.